19/04

O Jogo da Baleia Azul

No Divã - Por Carina Hatano Czerveny

O jogo conhecido no exterior como “Blue Whale”, consiste em tarefas a serem executadas pelo adolescente, como ouvir músicas psicodélicas, assistir filmes de terror, mutilar os braços, sendo a tarefa final, o item número 50, cometer o suicídio.

O funcionamento se dá a partir do contato do adolescente, em grupo fechado no Facebook e WhatsApp, com um “curador”, o qual repassará as tarefas ao adolescente para que ele possa executá-las. Tudo acontece durante a madrugada, às 04:20. Caso o adolescente queira desistir no meio do jogo, isso não é possível, pois acabam recebendo ameaças dos curadores, os quais, inclusive, ameaçam suas famílias, fazendo com que eles permaneçam no jogo até o final.

Quando tive o conhecimento sobre o “jogo da baleia azul” fiquei perplexa e horrorizada como mãe, como psicóloga, como ser humano, embora o suicídio infantil sempre tenha existido. Mais perplexa fiquei, quando li uma mensagem de uma pessoa, num grupo do WhatsApp, que dizia que ela não entendia o que se passava na cabeça de uma pessoa para ela entrar nesse tipo de jogo. Ouvi muitos comentários também sobre o adolescente “ter uma cabeça fraca”, sobre “não ter o que fazer”, sobre “a culpa é dos pais”, sobre “castigar, punir”.

Fonte: https://br.pinterest.com/pin/524950900300543906/

Gente, como assim? Cadê o diálogo? O afeto? O carinho? Amor? E todas as outras formas de expressar que estamos ao lado dos nossos filhos e não contra eles! Está perdido… No tempo lavando a louça do jantar que não pode esperar, nas mensagens que chegam a todo o momento no WhatsApp e temos que acompanhar. Está perdido por acharmos que somos ocupados demais para brincar, escutar e dialogar com eles! Perdeu-se quando achamos que, por ele ser adolescente, não precisa mais de tanta atenção e cuidado. Está perdido mesmo!!!

Os adolescentes não são cabeças fracas, eles estão em constante transformação, recebendo informações a todo momento e sendo influenciados a cada segundo. São pessoas, em grande parte, cheias de atividades, de vontades e desejos. Procuram por compreensão nos seus problemas, que nesta fase, se tornam exageradamente grande, mas não por superestimá-los e sim por acreditar realmente que são dessa forma.

A culpa não é dos pais, mas cabe sim a nós: pais e familiares, educadores, profissionais, cidadãos, observar qualquer comportamento e/ou atitude atípica, respeitar a problemática exposta por eles, acolher o seu sofrimento, orientar, direcionar, e oferecer muito, muito, muito amor!

Novamente peço por mais compreensão e menos julgamento!

16/04

Cupcake de Cenoura Funcional

Arteria na Cozinha - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, minhas queridas arteiRas!

Nesta páscoa, que tal trocarmos o chocolate dos nossos filhos por um cupcake de cenoura funcional? É delicioso, nutritivo e super saudável. Quando o filho é mais velho, é um pouco mais difícil de convencê-lo, né? Mas aí entra a sua criatividade para decorar o cupcake e pedir a ajuda dele (dela). Quando eles entram na cozinha e colocam a mão na massa, tudo fica mais divertido e é muito mais fácil de eles provarem o que fizeram!

Vamos então?

Ingredientes:
-3 ovos
-1 xícara de óleo
-2 cenouras grandes, descascadas e picadas
-2 xícaras de farinha de trigo (pode ser a integral)
-1 xícara e meia de açúcar mascavo
-1 xícara de aveia grossa
-Meia xícara de chia
-1 colher de sopa de fermento em pó

arteiRas no preparo:
-No liquidificador: colocar os ovos, óleo e as cenouras. Bater e reservar
-Numa tigela: misturar a farinha de trigo, o açúcar, a aveia, a chia e a mistura do liquidificador. Mexer bem, até que vire uma massa homogênea. Por último, colocar o fermento e misturar aos poucos, até que ele incorpore na massa
-Colocar em forminhas de cupcake e levar para assar por aproximadamente 20/30 minutos ou até que coloque um palito nos bolinhos e ele saia limpo.

É muito prático, rápido e mega delicioso!!! Quem desejar, pode fazer uma cobertura e se lambuzar!
Beijinhos e até a próxima!

15/04

Por mais compreensão e menos julgamentos!

Ma-Mãe, Sou Ma-Mãe - Por Carina Hatano Czerveny

Tive meu filho com 38 semanas e meia, parto planejado (leia-se Cesariana) e talvez esse tenha sido o meu primeiro erro da maternidade ideal descrita por aí.

A minha tão aguardada amamentação, na verdade foi bem frustrante e me desestruturou emocionalmente, durando somente até o terceiro mês de vida do pequeno. A almofada de amamentação, item listado como um dos mais importantes do enxoval, foi deixada de lado. Entraram em cena: a mamadeira e a fórmula, tão discriminadas, coitadas, mas foram elas que nos deram força e fizeram com que o meu filho crescesse, ganhando peso a cada dia e ficando cada vez mais saudável, feliz e tranquilo. (Mas, como pode isso?)

A chupeta, objeto cheio de preconceito (inclusive meu, antes da maternidade) deu espaço ao conforto e acalento que ele precisava naqueles 35 dias dentro de uma UTI. Aliás, continua dando o conforto a ele e não penso em tirá-la tão logo. (E o dente dele, como vai ficar?)

Fonte: http://www.freepik.com/

Dormir no seu quarto planejado e decorado, dentro do berço, o qual demorei 7 meses para escolher, serviu até chegar o primeiro inverno. Levar ele para a nossa cama, dormir entre nós, erro fatal! (Cadê a independência dele? Que coisa feia, mamãe!)

Optar, depois de 10 meses em casa, por voltar a trabalhar, ter de deixá-lo cedo na escola e buscar no final do dia. Não abdicar da minha profissão, do meu trabalho em prol da maternidade em tempo integral, (que tipo de mãe é você?!)

Permitir que ele assista Galinha Pintadinha, Bob Zoom, Peppa Pig, dentre outros. Deixar ele ter contato com eletrônicos, mexer no celular, ao invés de ficar somente nas leituras e atividades super estimulantes. (O que você está fazendo com ele? Quer que ele cresça cheio de vícios?)

Por aqui, não comemos só alimentos orgânicos, frescos e muito menos colhidos na hora (como não?). E, embora ele ainda não tenha comido doces, já dei sim, batata frita e pizza. E quer saber? Nós amamos! (Você pirou de vez, só pode!)

Minhas queridas arteiRas, tão difícil esse negócio de ser mãe, não?! Ao mesmo tempo que é a melhor coisa da nossa vida é também muito cruel! Digo que, nesta minha pequena experiência, pra mim, a maternidade ideal é aquela que eu julgo ser a ideal, é aquela que cada uma tem um jeito diferente de resolver uma mesma situação, é algo subjetivo.

Portanto, minha gente, vamos nos conscientizar e pedir por mais compreensão e menos julgamentos! Afinal de contas, ser mãe é: ter o seu jeito de exercer esse papel!