23/03

O que é o período baby blues?

Ma-Mãe, Sou Ma-Mãe - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, queridas do doce arteRia. Tudo bem com vocês?

O post de hoje é dedicado para as mamães, amigas das mamães e familiares que possam ajudá-las nessa fase que não é nada fácil: o período baby blues ou a tristeza pós-parto.

A maternidade traz consigo uma infinidade de momentos maravilhosos, isso é indiscutível. Penso que se a mamãe é de primeira viagem, os pensamentos e a imaginação não permitem ir a lugares obscuros, eu pelo menos, quando estava grávida, nunca imaginei ter momentos que não fossem agradáveis no meu pós-parto. Foi aí que me enganei, e feio.

Mas, afinal, o que é o período baby blues?

É o período que ocorre entre o terceiro e quinto dia após o parto, no qual a mulher vivencia sentimentos contraditórios, confusos e pode atingir até 80% das mulheres.

Como assim? A gente idealizou e desejou a gestação e de repente, nos pegamos tristes? Casadas ou melhor, exaustas? Pensando que gostaríamos de ter a nossa vida de volta, a nossa rotina. Mas como pode isso? Que péssima mãe eu sou? Como posso pensar e sentir uma coisa dessas?

Isso é o baby blues, um período de sentimentos intensos, ocasionados pela mudança dos níveis hormonais, pela rotina nova, pelas responsabilidades, pelo estresse pós-parto. E, da mesma forma como surgiu “do nada”, vai embora “do nada” também, com o prazo de 15 dias a 1 mês. Caso esses sentimentos se estendam para mais de 1 mês, é imprescindível buscar auxílio profissional, pois pode ter evoluído para uma depressão pós-parto.

Sintomas

  • Tristeza;
  • Choro frequente;
  • Insegurança;
  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Autoestima baixa;
  • Insônia;
  • Mudança de humor;
  • Preocupação excessiva (com o bebê);
  • Alteração no apetite.

O que fazer?

1) Manter a calma é essencial. Saiba que você não é uma péssima mãe por estar sentindo todos esses sentimentos conflituosos e ambíguos. Pelo contrário, é super comum isso acontecer.

2) Conversar alivia o coração, principalmente se tiver alguém que esteja passando ou já passou por esse momento de angústia. Procure também a ajuda de um profissional capacitado para ajudar, um psicólogo é uma alternativa.

3) Não se cobre tanto, ninguém é perfeito. Errar faz parte do aprendizado e saiba que você está fazendo o melhor.

4) Peça ajuda sempre que precisar, não tenha vergonha. Se uma amiga veio te visitar e perguntou se quer ajuda em alguma coisa, peça mesmo. Ela está ali por você.

5) Não tenha vergonha dos sentimentos que está dentro de você.

Aos maridos, amigos e família

Esse é um momento muito delicado para todos, sem dúvida, mas neste período, priorize o bem estar, além do bebê, da esposa (amiga, filha, nora) da mulher que acabou de passar pela experiência mais incrível e que está transbordando de sentimentos que não consegue compreender.

Por isso, mime muito ela. Dê carinho, atenção e ofereça a sua escuta, o suporte. Ajude nas tarefas domésticas, fique com o bebê para que ela possa tomar um banho tranquila ou dormir por horas seguidas. Seu apoio é fundamental nesse momento.

De mãe para mãe

Minha querida mamãe do doce arteRia, não se sinta sozinha. Essa mistura de sentimentos é completamente normal e se a sua amiga não passou por isso, não se desespere, tem muita gente que passa, eu mesma passei e estou aqui viva da Silva pra contar que, sobrevivi!

Caso não passe, procure a ajuda de um profissional, com certeza a ajuda virá de algum modo.

Se precisar conversar, ler uma palavra de carinho, deixe a sua mensagem, me mande um e-mail, estarei aqui para poder ajudar de alguma forma.

Beijinhos e até a próxima!

27/02

Maternidade real

Ma-Mãe, Quase Mamãe - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, minhas queridas do doce arteRia. Tudo bem?

Antes de começar o post de hoje, quero deixar claro que a maternidade foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Se antes do Murilo nascer, eu já tinha a certeza que eu tinha nascido para ser mãe, depois então, tive mais ainda. Amo ser mamãe dele e tudo o que vem com a maternidade, mesmo os perrengues e, falando nisso, é sobre eles que vou escrever hoje, sobre a maternidade real.

Quando somos mamães de primeira viagem (pelo menos comigo foi assim), idealizamos muitas coisas e acontecimentos. Sonhamos com determinados momentos, vivenciamos em pensamentos dias lindos que estão por vir, porque vamos combinar né gente, as propagandas contribuem para isso também. E quando chega a “hora do vamo vê”, o bicho pega e, é nesse momento, que muitas mamães se frustam e surtam.

Não sei com você, minha querida mamãe, mas comigo foi assim. A frustração e o surto não foram tão intensos, mas me frustei sim, me senti culpada, surtei, chorei e dei a volta por cima. Para um segundo filho (caso venhamos a ter), estarei mais bem preparada.

Vamos comigo?

Gestação

Feliz das mamães que passam a gestação de forma tranquila, ou seja, sem enjoos, sem ânsia, sem mal estar, refluxo, etc. Eu não cheguei a idealizar que passaria uma gravidez tranquila nesse sentido e não tive mesmo, todos os sintomas e mais um pouco estavam grudados em mim.

Dica: se você não está tendo uma gestação tranquila, não se preocupe, logo vai passar. É difícil, eu sei, mas pensa que o importante é que o seu baby esteja se desenvolvendo bem e de forma saudável.

Amamentação

Isso sim foi idealizado desde sempre. Eu via nos comerciais aquelas mães amamentando seus filhos, lindamente e de forma muito tranquila e muito fácil, achava realmente que não teria problemas com relação à amamentação.

Essa foi a minha maior frustração da vida materna real. Murilo não pegava o peito, contratamos uma consultora para nos ajudar, tentamos até durante os momentos mais difíceis, insistimos muito, mas não teve jeito.

Dica: dê o seu melhor, insista, não desista facilmente. No entanto, se perceber que não tem jeito, não se culpe! As fórmulas são nossas melhores amigas nesses casos, não tenha preconceito.

Passeios & Viagens

Quando eu estava grávida, imaginava eu passeando no shopping com o Murilo. Ele dentro do carrinho, observando as lojas e pessoas ou dormindo e eu, olhando as vitrines, passeando e me distraindo. Posso dar muita risada da minha imaginação?

O meu primeiro passeio no shopping com o Lilo foi trash, nada daquilo que eu idealizava. Pensa num bebê que só chorava? Não queria ficar no carrinho, só queria colo. Resultado: mamãe segurando o bebê no colo, com a mala dele e empurrando o carrinho. Gente, fiquei sem sair de casa sozinha com ele durante um bom tempo.

Nossa primeira viagem: estrada em obras, muito muito muito muito choro! Resultado: pegamos o caminho de volta para casa.

É claro que agora, as viagens e os passeios são beeem mais tranquilos. Mas até chegar neste momento, passamos por vários perrengues.

Dica: para os passeios, saia de casa somente quando perceber que o bebê já dormiu, já mamou, a fralda já está trocada, que não seja o horário da cólica, enfim, o momento do dia em que ele está tranquilo. Se não der certo o passeio, não tem problema, não se estresse, é só voltar para casa.

Para as viagens: perceba se o seu bebê é mais agitado ou mais tranquilo, isso lhe dirá sobre a viagem de vocês. Mas escolha horários mais cedo para viajar, para que ele possa dormir o maior período possível.

Rotina

A minha rotina antes de ter o Lilo sempre foi de muito trabalho e descanso em casa nos finais de semana. Algumas viagens, encontros com amigas e saída com o marido sempre que queríamos. Uma vida voltada para o casal, somente.

Com a chegada do bebê, a nossa vida vira uma loucura. A rotina é outra e muito mais intensa, ainda mais se você for uma mamãe pilhada como eu. Sentia muita falta da minha vida anterior e me culpava imensamente por isso. Queria voltar a trabalhar logo e me culpava imensamente por isso. Tudo eu me culpava imensamente.

Até nos acostumarmos com essa nova vida vai algum tempo e sabe o que é pior de tudo? Ver nas redes sociais gente postando a sua vida materna perfeita, feliz e sem estresse.

Dica: você não está sozinha! Pode ser que no primeiro mês você se desorganize de todas as formas. Mas depois, com o tempo, você já vai conhecer o seu bebê, a rotina dele e vai poder retomar a sua rotina também. Você também precisa de vida, minha mamãe.

Roupas e afins

Fiz um enxoval lindo para o Lilo, imaginando cada momento e ocasião. Pensava que eu só colocaria roupa legal nele, tudo combinando, tudo muito estiloso, até mesmo em casa. Há! No início, principalmente nos dois primeiros meses, nós ficamos tão exaustos (parecíamos zumbi). Nesse momento, eu não queria saber se o body fazia conjunto com a calça, se era estampa com estampa, eu colocava a primeira roupa que encontrava na gaveta mesmo. Quando íamos sair, aí sim tudo bem né?

Dica: Conforme o tempo vai passando, eu percebo, a cada dia, o quão boba eu era, por dar importância a determinadas coisas sem muita importância de fato. É legal planejar o quarto, sonhar com as roupinhas, mala de maternidade, mas vocês vão ver que é muito além disso. Não se prendam a esses detalhes. Não estou dizendo para a criança andar “capenga” hahaha, mas, ah, vocês vão entender quando chegar a hora.

Amizades

Já ouviu falar que depois que se tem filho, algumas amigas somem ? Isso é real! Talvez não por culpa delas ou sua, mas pela fase diferente que estão vivendo, não sei, não consigo compreender ainda. Mas isso é maternidade real.

Dica: se alguém aí tem uma dica para dar, estou aceitando também! Rs

Casamento

Por mais compreensível, cúmplice, querido e atencioso o marido for, o casamento acaba ficando em segundo plano. Não por opção do casal ou por alguma das partes, mas porque a rotina realmente é outra. O baby exige tanto tanto cuidado e atenção, que não temos tempo direito nem para pentear o cabelo, o marido então, coitado, acaba ficando um pouco de lado. Mas isso não é pra sempre, viu?

Outro fato que acontece muito: o pai não tem aquele período extenso de licença como nós temos, no máximo, consegue pegar as férias. Volta a sua rotina, ao seu trabalho. A mãe, que antes da maternidade tinha uma rotina intensa, se vê o dia todo em casa, cuidando do filho, sem companhia. No final do dia, a mamãe está estressadíssima e o papai, cansado do trabalho. Resultado: conflito.

Dica: o casal precisa ter a ciência de que é uma fase e vai passar. É necessário se reorganizarem e se readaptarem, exercer a ajuda mútua sempre e principalmente, muita compreensão. Não é fácil para ninguém.

Erramos toda hora

Por acaso, não aconteceu com você (né!) de um dia ter visto uma criança fazendo birra no supermercado e a mãe sem saber o que fazer (ou não fazendo nada, ou brigando) e logo vir um julgamento na sua cabeça: nossa, com meu filho isso nunca vai acontecer! Ou ter visto um bebê chupando chupeta e ter pensado: meu filho não vai usar chupeta. Meu filho não vai fazer isso, não vai fazer aquilo, não vai ser assim, não vai ser assado. Não né? né?

Dica: tire já todos os tipos de preconceitos da sua cabeça, mais cedo ou mais tarde, vai ter mordido a língua, afinal de contas, quem nunca? O que eu tenho a dizer é: nós erramos toda hora, tentando acertar sempre! Não há mal algum nisso.

Energia de sobra?

Bom, comigo foi assim (sempre com muita imaginação hahaha): imaginava que daria toda atenção do mundo ao Murilo, estaria sempre disposta para brincar, passear e criar uma rotina de leitura. É lógico que faço o meu possível (e impossível também), mas gente, tem horas que não dá, estamos tão exaustas que dormirmos primeiro que eles.

Dica: se dedique o máximo que conseguir e puder, porque eles merecem o melhor da gente. Mas não se culpem também pelos momentos de cansaço. Um pouco de celular e Peppa Pig não faz mal a ninguém.

Minhas queridas arteiRas, a intenção não é assustar ninguém, pelo contrário, é contar um pouquinho sobre a maternidade nua e crua, sem fantasias e unicórnios saltitantes. Devo dizer ainda que, os momentos de perrengues são a minoria, porque todo, todo o resto é muito maravilhoso e recompensador. Não há nada melhor nessa vida do que ter um filho.

E digo mais, se eu tivesse lido algo parecido durante a minha gestação, talvez não ficasse fantasiando e pintando a maternidade de eterno cor-de-rosa, talvez já enxergasse ela como cor-de-rosa-variado.

Beijinhos e até a próxima!

28/11

Fase dos 2 anos: Terrible two or Amazing two?

Ma-Mãe, Sou Ma-Mãe - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, minhas queridas arteiRas. Tudo bem?

Quem aí já ouviu falar da adolescência do bebê? Os terríveis 2 anos? Terrible Two? Eu ouvia algumas amigas comentando sobre a mudança de comportamento dos filhos após terem completado os dois anos de idade e ficava tentando imaginar como isso era possível, se era exagero delas ou o que?!

Mas, afinal, o que é o Terrible Two?

É a fase onde tudo acontece e mais um pouco, fase em que as mamães e papais piram a cabeça e aquele bebê, que era tão quietinho, fofo e querido, resolve se mostrar o oposto. Choros frequentes, as vezes sem motivo aparente, gritos e “não” muitos “não´s”. Eles se jogam no chão, esperneiam, batem, enfim, apresentam comportamentos que os pais não gostam muito.

Faz parte do desenvolvimento. Antes, eles seguiam tudo o que os pais faziam e agora, estão se tornando independentes, estão descobrindo que eles são pessoas a parte da mamãe e do papai e, com isso, começam a florescer suas vontades e seus próprios desejos. Mas, eles ainda não sabem como administrar tantos sentimentos, pela própria falta de maturidade, totalmente compreensível, não?!

Essa fase pode começar com 1 ano e meio de idade e pode permanecer até o terceiro ano de vida. Alguns bebês demonstram com mais intensidade as suas emoções e outros, um pouco menos. Mas afinal de contas, cada ser humano é diferente (graças a Deus).

A nossa fase dos 2 anos

Quando o Murilo começou a demonstrar que estava nessa fase, um pouco antes dos dois anos, eu me vi extretamente impaciente, esgotada e amedrontada, com um certo “trauma” de todas as vezes que ele começava a chorar, porque eu não estava sabendo lidar com a situação, o que fazer, como agir, estava um caos. Além de tudo isso, eu ainda tinha receio que ele demorasse horrores para parar de chorar, principalmente quando não estávamos em casa.

Um belo dia, numa roda de conversa que a escola dele promoveu, junto com a psicóloga, pediatra e as outras mamães, tudo mudou. Digo para todos que foi a melhor roda de conversa da vida, porque nela, pude perceber diversas atitudes e anseios meus e pude parar (parar, minha gente, precisamos parar!) para refletir como EU estava, como estava o MEU emocional e de que forma tudo isso estava influenciando nessa fase dos 2 anos dele.

Eu vi a luz, sai da roda renovada, como se eu tivesse recuperado todos os dias de sono desde o nascimento dele, foi como se eu tivesse tomado o banho mais demorado e delicioso de todos os tempos, foi como se eu tivesse feito a melhor refeição do mundo. RE-NO-VA-DA e pronta para recomeçar.

Foi nesse momento que eu percebi o quão é injusta a nomeclatura de “terrible two”, na verdade, penso, que deveria ser:

Amazing Two, incrível 2 anos

Incrível porque já passamos por tantos perrengues até chegar aqui e graças a Deus estamos passando por essa fase.

O nosso bebê está crescendo, está criando autonomia, interage com a gente lindamente. Nos derretemos com cada palavra, aprendizado, energia, amor expresso, tanto carinho em forma de gente. Um ser humano que não tem maldade alguma, não espera nada além do nosso cuidado e amor. É incrível como eles se relacionam com as outras crianças, a tom da voz falando “mamãe”, pedindo por colo e atenção.

Sim, eles se comportam, em algumas ocasiões, de forma que não era o nosso esperado, mas o que a gente espera? Não estamos esperando demais, na verdade? Esperamos que eles se comportem como adultos? Oi? Seria incrível se esperássemos o tempo deles, o desenvolvimento deles, sem apressarmos as etapas.

Eles não são os vilões da história, eles estão confusos com tantas coisas para administrar, quem são os vilões, em muitos casos, somos nós!

Mas espera aí, é fácil assim? Não, não é nada fácil, especialmente nos dias em que estamos super atarefadas ou sem paciência alguma, mas isso é só mais um aspecto que faz parte dessa nossa jornada materna, certo?!

Dicas da mamãe arteiRa

Cada bebê age de forma diferente a estímulos iguais, inclusive, aqui em casa, não é sempre a mesma tática que ameniza a situação. Mas vamos lá:

* Não grite e não bata;
* Agarre a paciência e nunca mais solte dela;
* No momento da crise, abrace seu filho. Isso resolve muito aqui em casa;
* Agache na altura dos olhos dele (a) e converse com ele (a) depois da crise ter passado;
* Demonstre empatia e sensibilidade;
* Dê um tempo p/ ele (a), mas esteja sempre por perto, nada de ignorar;
* Autoritarismo nessa hora, só piora a situação;
* Não faça chantagem;
* Incentive o diálogo, sempre;
* Nomeie os sentimentos;
* Dê explicações claras e curtas;
* Lembra-se: o adulto da história é você.

Antes de mais nada, minhas mamães, vamos parar um pouco e analisar alguns aspectos: Como está a minha vida? Estou muito cansada e preciso de uma pausa? Há quem possa me ajudar, mesmo que seja para conversar? Com relação a fase dos 2 anos, como estou administrando esse momento? De forma tranquila como a fase pede? Ou estou supervalorizando ela?

Queridas arteiRas, quando estamos bem, tudo ao nosso redor tende a ficar mais leve e, estar bem, não necessariamente significa que você precisa estar 100% em todos os aspectos da sua vida, mas as vezes, precisamos apertar o botão “reset”, como o marido diz, e praticar os três R´s: refletir, reorganizar e recomeçar!

Seu filho é único, seu, exclusivo. Ninguém melhor que você para saber o que ele precisa, se está cansado, com fome, sono ou se não está conseguindo lidar com seus sentimentos naquele momento de tensão. Não há receita pronta, há diálogo, afeto, respeito e muito amor.

Dê colo, abrace e converse.