27/02

Maternidade real

Ma-Mãe, Quase Mamãe - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, minhas queridas do doce arteRia. Tudo bem?

Antes de começar o post de hoje, quero deixar claro que a maternidade foi a melhor coisa que já aconteceu na minha vida. Se antes do Murilo nascer, eu já tinha a certeza que eu tinha nascido para ser mãe, depois então, tive mais ainda. Amo ser mamãe dele e tudo o que vem com a maternidade, mesmo os perrengues e, falando nisso, é sobre eles que vou escrever hoje, sobre a maternidade real.

Quando somos mamães de primeira viagem (pelo menos comigo foi assim), idealizamos muitas coisas e acontecimentos. Sonhamos com determinados momentos, vivenciamos em pensamentos dias lindos que estão por vir, porque vamos combinar né gente, as propagandas contribuem para isso também. E quando chega a “hora do vamo vê”, o bicho pega e, é nesse momento, que muitas mamães se frustam e surtam.

Não sei com você, minha querida mamãe, mas comigo foi assim. A frustração e o surto não foram tão intensos, mas me frustei sim, me senti culpada, surtei, chorei e dei a volta por cima. Para um segundo filho (caso venhamos a ter), estarei mais bem preparada.

Vamos comigo?

Gestação

Feliz das mamães que passam a gestação de forma tranquila, ou seja, sem enjoos, sem ânsia, sem mal estar, refluxo, etc. Eu não cheguei a idealizar que passaria uma gravidez tranquila nesse sentido e não tive mesmo, todos os sintomas e mais um pouco estavam grudados em mim.

Dica: se você não está tendo uma gestação tranquila, não se preocupe, logo vai passar. É difícil, eu sei, mas pensa que o importante é que o seu baby esteja se desenvolvendo bem e de forma saudável.

Amamentação

Isso sim foi idealizado desde sempre. Eu via nos comerciais aquelas mães amamentando seus filhos, lindamente e de forma muito tranquila e muito fácil, achava realmente que não teria problemas com relação à amamentação.

Essa foi a minha maior frustração da vida materna real. Murilo não pegava o peito, contratamos uma consultora para nos ajudar, tentamos até durante os momentos mais difíceis, insistimos muito, mas não teve jeito.

Dica: dê o seu melhor, insista, não desista facilmente. No entanto, se perceber que não tem jeito, não se culpe! As fórmulas são nossas melhores amigas nesses casos, não tenha preconceito.

Passeios & Viagens

Quando eu estava grávida, imaginava eu passeando no shopping com o Murilo. Ele dentro do carrinho, observando as lojas e pessoas ou dormindo e eu, olhando as vitrines, passeando e me distraindo. Posso dar muita risada da minha imaginação?

O meu primeiro passeio no shopping com o Lilo foi trash, nada daquilo que eu idealizava. Pensa num bebê que só chorava? Não queria ficar no carrinho, só queria colo. Resultado: mamãe segurando o bebê no colo, com a mala dele e empurrando o carrinho. Gente, fiquei sem sair de casa sozinha com ele durante um bom tempo.

Nossa primeira viagem: estrada em obras, muito muito muito muito choro! Resultado: pegamos o caminho de volta para casa.

É claro que agora, as viagens e os passeios são beeem mais tranquilos. Mas até chegar neste momento, passamos por vários perrengues.

Dica: para os passeios, saia de casa somente quando perceber que o bebê já dormiu, já mamou, a fralda já está trocada, que não seja o horário da cólica, enfim, o momento do dia em que ele está tranquilo. Se não der certo o passeio, não tem problema, não se estresse, é só voltar para casa.

Para as viagens: perceba se o seu bebê é mais agitado ou mais tranquilo, isso lhe dirá sobre a viagem de vocês. Mas escolha horários mais cedo para viajar, para que ele possa dormir o maior período possível.

Rotina

A minha rotina antes de ter o Lilo sempre foi de muito trabalho e descanso em casa nos finais de semana. Algumas viagens, encontros com amigas e saída com o marido sempre que queríamos. Uma vida voltada para o casal, somente.

Com a chegada do bebê, a nossa vida vira uma loucura. A rotina é outra e muito mais intensa, ainda mais se você for uma mamãe pilhada como eu. Sentia muita falta da minha vida anterior e me culpava imensamente por isso. Queria voltar a trabalhar logo e me culpava imensamente por isso. Tudo eu me culpava imensamente.

Até nos acostumarmos com essa nova vida vai algum tempo e sabe o que é pior de tudo? Ver nas redes sociais gente postando a sua vida materna perfeita, feliz e sem estresse.

Dica: você não está sozinha! Pode ser que no primeiro mês você se desorganize de todas as formas. Mas depois, com o tempo, você já vai conhecer o seu bebê, a rotina dele e vai poder retomar a sua rotina também. Você também precisa de vida, minha mamãe.

Roupas e afins

Fiz um enxoval lindo para o Lilo, imaginando cada momento e ocasião. Pensava que eu só colocaria roupa legal nele, tudo combinando, tudo muito estiloso, até mesmo em casa. Há! No início, principalmente nos dois primeiros meses, nós ficamos tão exaustos (parecíamos zumbi). Nesse momento, eu não queria saber se o body fazia conjunto com a calça, se era estampa com estampa, eu colocava a primeira roupa que encontrava na gaveta mesmo. Quando íamos sair, aí sim tudo bem né?

Dica: Conforme o tempo vai passando, eu percebo, a cada dia, o quão boba eu era, por dar importância a determinadas coisas sem muita importância de fato. É legal planejar o quarto, sonhar com as roupinhas, mala de maternidade, mas vocês vão ver que é muito além disso. Não se prendam a esses detalhes. Não estou dizendo para a criança andar “capenga” hahaha, mas, ah, vocês vão entender quando chegar a hora.

Amizades

Já ouviu falar que depois que se tem filho, algumas amigas somem ? Isso é real! Talvez não por culpa delas ou sua, mas pela fase diferente que estão vivendo, não sei, não consigo compreender ainda. Mas isso é maternidade real.

Dica: se alguém aí tem uma dica para dar, estou aceitando também! Rs

Casamento

Por mais compreensível, cúmplice, querido e atencioso o marido for, o casamento acaba ficando em segundo plano. Não por opção do casal ou por alguma das partes, mas porque a rotina realmente é outra. O baby exige tanto tanto cuidado e atenção, que não temos tempo direito nem para pentear o cabelo, o marido então, coitado, acaba ficando um pouco de lado. Mas isso não é pra sempre, viu?

Outro fato que acontece muito: o pai não tem aquele período extenso de licença como nós temos, no máximo, consegue pegar as férias. Volta a sua rotina, ao seu trabalho. A mãe, que antes da maternidade tinha uma rotina intensa, se vê o dia todo em casa, cuidando do filho, sem companhia. No final do dia, a mamãe está estressadíssima e o papai, cansado do trabalho. Resultado: conflito.

Dica: o casal precisa ter a ciência de que é uma fase e vai passar. É necessário se reorganizarem e se readaptarem, exercer a ajuda mútua sempre e principalmente, muita compreensão. Não é fácil para ninguém.

Erramos toda hora

Por acaso, não aconteceu com você (né!) de um dia ter visto uma criança fazendo birra no supermercado e a mãe sem saber o que fazer (ou não fazendo nada, ou brigando) e logo vir um julgamento na sua cabeça: nossa, com meu filho isso nunca vai acontecer! Ou ter visto um bebê chupando chupeta e ter pensado: meu filho não vai usar chupeta. Meu filho não vai fazer isso, não vai fazer aquilo, não vai ser assim, não vai ser assado. Não né? né?

Dica: tire já todos os tipos de preconceitos da sua cabeça, mais cedo ou mais tarde, vai ter mordido a língua, afinal de contas, quem nunca? O que eu tenho a dizer é: nós erramos toda hora, tentando acertar sempre! Não há mal algum nisso.

Energia de sobra?

Bom, comigo foi assim (sempre com muita imaginação hahaha): imaginava que daria toda atenção do mundo ao Murilo, estaria sempre disposta para brincar, passear e criar uma rotina de leitura. É lógico que faço o meu possível (e impossível também), mas gente, tem horas que não dá, estamos tão exaustas que dormirmos primeiro que eles.

Dica: se dedique o máximo que conseguir e puder, porque eles merecem o melhor da gente. Mas não se culpem também pelos momentos de cansaço. Um pouco de celular e Peppa Pig não faz mal a ninguém.

Minhas queridas arteiRas, a intenção não é assustar ninguém, pelo contrário, é contar um pouquinho sobre a maternidade nua e crua, sem fantasias e unicórnios saltitantes. Devo dizer ainda que, os momentos de perrengues são a minoria, porque todo, todo o resto é muito maravilhoso e recompensador. Não há nada melhor nessa vida do que ter um filho.

E digo mais, se eu tivesse lido algo parecido durante a minha gestação, talvez não ficasse fantasiando e pintando a maternidade de eterno cor-de-rosa, talvez já enxergasse ela como cor-de-rosa-variado.

Beijinhos e até a próxima!

21/03

10 Sinais de que está na hora de ter um bebê

Ma-Mãe, Quase Mamãe - Por Carina Hatano Czerveny

Queridas arteiRas,

É tão difícil nós sabermos qual é o momento de ter nosso bebê, não é mesmo? Eu mesma, quis me estabilizar profissionalmente, estudar, fazer cursos, viajar, aproveitar o máximo da vida e o tempo foi passando. Se formos esperar o momento certo, na verdade, não sei se ele existe, pois acredito que sempre estaremos em busca de algo para fazer. Mas, no nosso caso, alguns sinais foram aparecendo e quero compartilhá-los com vocês.

Fontes:https://br.pinterest.com/pin/308426274467221922/
https://br.pinterest.com/pin/308426274467221915/

1. Vocês já aproveitaram para viajar, passear e curtir a vida;
2. Vocês se amam, mas parece que está falando alguma coisa;
3. Já compraram um cachorro ou gato;
4. Você já não liga mais se esqueceu de tomar uma pílula da cartela do anticoncepcional;
5. Quando você vê a sua amiga com o (a) filho (a) fica se imaginando nesta situação e adora a sensação;
6. Fica imaginando onde será o quarto do bebê na sua casa e até ousa em pensar na decoração;
7. Pensa em quem será sua (seu) obstetra e no pediatra também;
8. Fica imaginando se será menino ou menina e logo em seguida já pensa, se vier com saúde é o que importa;
9. Vocês sonham com esse momento juntos;
10. Quando o marido te fala que vai jogar o anticoncepcional pela janela se você não parar.

E vocês, já vivenciaram ou estão vivenciando isso? Contem suas experiências!
Beijinhos