03/05

Bolsa maternidade: item necessário ou dispensável?

Dicas & Resenhas, Outros, Para a Mamãe Borogodó - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, queridas do doce arteRia. Tudo bem?

O post de hoje é sobre bolsa maternidade. Será que é um item essencial para nós mamães?

Quem me conhece, sabe que sou louca, vidrada, viciada, apaixonada por bolsas. Antes mesmo de engravidar, ficava pensando no modelo ideal que eu escolheria, mas, como mamãe de primeira viagem, pisei na bola feio, comprei mais do que deveria e precisava. Às vezes exageramos né?

Você vai precisar de uma bolsa, sim! Mas, não necessariamente, bolsa maternidade e vou te dizer o porquê!

Por que dizer não a bolsa maternidade?

Não tem muito mistério.

Primeiro, usou o termo maternidade, o preço duplica, os preços são abusivos. Outra, você pode usar qualquer bolsa que queira e que seja do seu agrado. O essencial é uma bolsa para o dia-a-dia e uma mala, para viagens. O restante, você pode até usar, mas não é primordial.

Mas eu quero mesmo assim, então, qual o modelo ideal?

Caso você não abra mão de uma bolsa específica para maternidade, o modelo a escolher é muito particular, mas hoje, eu escolheria uma mochila que fosse leve, bonita, com bastante divisórias e num tamanho que coubesse tudo o que preciso. Esse modelo de bolsa é super versátil e ótima para carregar, por isso, uma boa escolha, na minha opinião.

Vejam as opções fofas de mochilas que separei para vocês, mas como disse, os preços são salgadinhos.

Minhas Escolhas

Mas, como assim, Carina? Você disse que a bolsa maternidade (específica) não é um item necessário e utiliza várias? Então, minhas queridas arteiRas, como na época eu já havia comprado todas elas, o que me restou, foi usá-las, mas volto a dizer que hoje, meu modelo seria único e no estilo mochila.

Quando o Murilo cresceu, aposentei essas bolsas e comprei outra mais descontraída.

Ela é pequena e só não me agradou pelo tamanho, porque ainda, somos nós quem carregamos e dependendo do lugar que íamos e da quantidade de tempo que ficávamos no local, ela não era suficiente para levar tudo o que precisávamos. Por isso, como fiz aniversário recentemente e tinha ganho um vale presente de uma amiga, numa loja que eu adoro, peguei essa mochila linda e de um tamanho perfeito pra mim, neste momento.

Por isso que digo, precisamos sim de uma bolsa, mas não necessariamente específica de maternidade.

Você que já é mamãe, qual modelo escolheu? Compartilhe a sua experiência com a gente!
Beijinhos e até a próxima.

27/04

Receita – Pipoca Gourmet de Nutella

Arteria na Cozinha, Outros - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, minhas queridas do doce arteRia. Tudo bem?

Tem alguém aí que gosta de pipoca? E de Nutella? E se juntarmos esses dois ingredientes maravilhosos?

O post de hoje é de uma receita super fácil e mega deliciosa – Pipoca Gourmet de Nutella . Vamos lá?

Ingredientes

– 1 pacote de pipoca para microondas, sem sabor e sem sal
– 2 xícaras de açúcar
– 3 colheres (sopa) bem cheias de Nutella
– 1/2 xícara de água

arteiRas no preparo

– Estourar a pipoca no microondas conforme a instrução na embalagem e reservar;
– Numa panela, coloque: o açúcar + Nutella + água. Em fogo médio, mexa o tempo todo até dar o ponto de calda, que é aquela que forma um fio constante entre a colher e a panela;
– Desligue o fogo e coloque rapidamente a pipoca nessa calda deliciosa e aguarde.
– Depois de sequinha, é só saborear e ser feliz!

Dica da mamãe

  • Pipoca na bacia, vendo um filminho com o marido ou um desenho com os filhos, faz o momento ficar ainda melhor;
  • Quer presentear alguém? Uma amiga, a sogra, a professora, alguém especial? Faça essa pipoca divina e coloque num pote em conserva, decore a tampa do pote com um tecido lindo e coloque um adesivo ou uma tag no vidro, com uma frase inspiradora. É uma lembrança homemade pra lá fofa;
  • Quer incrementar a festa de aniversário do seu filho? Ou a sua festa? Coloque as pipocas em saquinhos transparentes (10x15cm) e faça um laço com uma fita cetim da cor que desejar. É puro charme;
  • Leve uma sobremesa para os colegas de trabalho: coloque as pipocas numa forminha de cupcake, o mimo será muito bem-vindo.

É isso aí, minhas arteiRas. De um jeito ou de outro, pipoca é sempre uma boa opção!
Alguém já fez essa receita? Deixem nos comentários o que acharam.

Beijinhos e até a próxima.

19/04

Sobrevivemos a Hérnia Diafragmática Congênita

Outros - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, queridas do doce arteRia. Tudo bem?

Hoje é o dia da conscientização mundial da Hérnia Diafragmática Congênita (HDC) e por isso, o post de hoje é dedicado sobre esse assunto tão importante, tão grave e ainda, pouco conhecido.

O que é Hérnia Diafragmática Congenita?

É uma má formação do músculo, um “furinho” no diafragma, o qual permite que todo o conteúdo da cavidade abdominal suba para o tórax, prejudicando o desenvolvimento dos pulmões, podendo ocasionar, ainda, o deslocamento do coração.

Durante a gestação, o bebê não precisa dos pulmões para respirar, no entanto, ao nascer, o órgão é essencial para obter oxigênio e se eles forem muito pequenos, poderá ocasionar a insuficiência respiratória.

O que fazer após o diagnóstico?

Acompanhamento com médicos especialistas é essencial e primordial, pois é neste contato que será avaliado se a HDC é um fator isolado ou se existem outras anomalias associadas, bem como o médico avaliará o comprometimento pulmonar, tudo isso, através de exames específicos como: ultrassonagrafia morfológica, ecocardiografia fetal, ressonância nuclear magnética e amniocentese para realização de cariótipo.

Dependendo do caso, a Hérnia Diafragmática Congênita pode ser conduzida das seguintes formas:

1) Aguardar a gestação completa e realizar o tratamento necessário após o nascimento do bebê;

2) Cirurgia fetal intra-uterina com oclusão traqueal por fetoscopia, realizada nos prognósticos não muito bons.

E após o nascimento?

O nascimento do bebê deve ser planejado e deverá ser realizado num hospital de alta complexidade, pois necessitará permanecer na UTI neonatal. Os bebês com HDC normalmente não conseguem respirar sozinhos e, por isso, necessitam de um aparelho que faça isso por eles, o ventilador.

Com o bebê totalmente estabilizado, a cirurgia de correção é realizada, onde as vísceras são colocadas no abdômen e o “buraco” no diafragma, suturado.

A nossa história

Quando eu estava com aproximadamente 28 semanas de gestação, veio a notícia.

Lembro exatamente da roupa que eu estava vestindo e os sentimentos que vivenciei. Na verdade, estava trocando de roupa para ir a uma roda de gestante, quando o marido chegou em casa com o resultado do exame morfológico, eu, mais que correndo, quis ver o rostinho do nosso Lilo e nem imaginei o que estava acontecendo. Quando ele me contou que o nosso bebê tinha a HDC eu imaginei que fosse uma hérnia comum, dessas que a gente ouve falar e que é super comum de acontecer e quando ele me disse que ele teria de fazer uma cirurgia, meu mundo desabou e eu, literalmente, desabei nos braços dele.

Pesquisando na Internet sobre a HDC, fomos percebendo o quão grave a doença é e quando minha obstetra me disse ao telefone: “nossa, Carina, eu sinto muito”, percebi o quão grave era mesmo e os nossos mundos desabaram, novamente. Vivemos momentos de tensão durante a gestação, todos os exames que fazíamos, as consultas que íamos, procuramos os melhores médicos que nos foram indicados e todos estavam em oração, muita oração. Estava tudo planejado: hospital, médicos e cirurgia.

O que nos restava, de fato, era rezar muito e aguardar o nascimento dele.

Fomos acompanhados por dois obstetras, uma na minha cidade e o outro, em Curitiba, que é especialista em gestação de alto risco, além do acompanhamento do cirurgião pediatra, dos exames frequentes de ecocardiografia, de um médico anjo que fazia o ultrassom periodicamente e de um médico mega power TOP, em São Paulo, que avaliou a necessidade ou não de cirurgia intra-uterina. Graças a Deus não foi preciso.

A cesariana foi agendada com 38 semanas e meia de gestação e um dia antes do parto, meu obstetra me ligou dizendo que não era para eu ficar nervosa, mas o hospital que tínhamos planejado, não havia leito disponível na UTI.

E agora? Eu pensei. Sobre isso, ele disse que tentaria um outro hospital que tinha vaga na UTI, mas não era feito parto no local. Respirei fundo e imediatamente pensei, vai dar tudo certo Carina, calma. Mas ele não parava por aí, “tem uma outra coisa…” O que?????

“O cirurgião pediatra caiu e quebrou os dois braços”

Isso só pode ser piada, brincadeira. Qual a chance disso acontecer? OK, respirar, respirar, respirar. O que vamos fazer? Outro cirurgião, que eu não sabia nem o nome, nem a cara que tinha e muito menos que eu nem tinha pesquisado sobre o seu histórico médico, iria operar o nosso bebê. E eu tinha o que fazer?

Nosso Lilo nasceu no dia e horário planejado. O hospital deu certo, aceitou fazer o parto e lá estava a vaga dele na UTI.

A cesariana foi muito tranquila, eu estava calma com relação a minha cirurgia, porque estava muito preocupada com o nascimento dele. Ele nasceu com Apgar 9 e tive o tempo de tê-lo em meus braços antes de levá-lo para UTI.

Com 1 dia de vida, Murilo foi operado para correção da HDC, graças a Deus, deu tudo certo, sem intercorrência e da forma como esperávamos. Com 10 dias, teve de operar novamente, mas agora, para dissecar 10 cm do intestino, que sabe Deus o que houve. Permanecemos 35 dias na UTI, com melhoras e retrocessos e 1 noite no quarto para, finalmente, a nossa alta.

Sentimentos acerca da hospitalização

Impotência, impotência, impotência.

Sou psicóloga com uma das formações em psicologia hospitalar, sempre tive paixão na área e atuei em duas UTI´s: pediátrica e adulta. Tinha conhecimento técnico dos aparelhos, dos manejos, da rotina de uma UTI. Mas, nada, absolutamente, nada, se compara a ter um filho dentro desse lugar.

Gente, sabe aquela frase que dizem: só sabe quem passa? É exatamente isso. Foram os piores dias da minha vida e se eu não tivesse tido o apoio do marido e da família, não sei se eu aguentaria.

Nosso guerreiro, Murilo

O seu nome já diz “pequeno muro”, “pequena muralha”, o nosso guerreiro.

Ele tem 2 anos e 7 meses, é lindo, mega inteligente e acima de tudo, super saudável. Tem uma vida normal e nenhuma sequela da HDC, um sobrevivente, graças a Deus.

Recados aos papais

Aos papais que estão passando por isso, que estão aguardando o nascimento de seus bebês com HDC, receber o diagnóstico não é fácil, aguardar o nascimento não é fácil e vivenciar todo o processo de hospitalização também não é fácil, MAS, não percam a fé e a esperança.

Me coloco à disposição para conversar, desabafar, o que precisarem.