07/11

Dicas de alimentação para seu filho

No Divã - Por Carina Hatano Czerveny

Hello, minhas queridas arteiRas. Tudo bem?

O no divã de hoje está recebendo uma convidada arteiRa pra lá de especial e mega expert no assunto. Nossa querida Lia é nutricionista (CRN8 2470) há treze anos e pós graduada em nutrição clínica. Há quase sete anos é a responsável técnica da alimentação escolar da prefeitura de Castro – PR, e no presente ano, está como superintendente da área.

E é com todo o seu conhecimento e experiência que ela nos dará dicas super valiosas para a saúde nutricional dos nossos filhos.

Então, para você mamãe/papai que ainda tem alguma dúvida com relação à alimentação do seu (sua) pequeno (a), fiquem ligados!

1) Quantas refeições diárias meu filho precisa ter? Exemplo de refeições.

Vamos começar: desde o nascimento ate o 6º mês, a única refeição do bebê é o leite materno, que deve ser em livre demanda, então, não temos um número de refeições ideal.

Do 6º até o 12º mês é a fase de introdução alimentar, nesse período, a quantidade de refeições é instável, pois cada criança responde de uma forma a inserção de alimentos. A continuação do aleitamento materno nessa fase é essencial para complementar a alimentação dos bebês, portanto nesse período, ainda não temos um número adequado de refeições por dia, mas não deve exceder um período de 3 horas entre elas.

Ao completar 1 ano, o bebê já deve estar adaptado a alimentação tradicional e deve ser inserido no ambiente alimentar familiar. A partir desta fase, a recomendação é de 6 refeições diárias: desjejum, colação, almoço, lanche, jantar e ceia, dando um intervalo de 2:30 a 3:00 horas entre uma refeição e outra.

Lembrando que o leite materno ainda é benéfico ao bebê e pode continuar a ser ofertado pela manhã (fazendo parte do desjejum) e à noite (ceia).

Para um desenvolvimento adequado da criança, não pode substituir as grandes refeições (desjejum, almoço e jantar) pelo leito materno. Com o tempo, a criança começa a deixar o leite materno e aumenta, gradativamente, a quantidade que consome de alimentos.

Até os 2 anos de idade está completamente adaptado a rotina alimentar familiar.

2) O que fazer quando eles não querem comer frutas, legumes e verduras?

Nesta fase a palavra chave é paciência. Muita paciência, porque o paladar da criança está em constante evolução, o que hoje ele não aceita, amanhã pode aceitar e vice-versa. Além dessa primeira e essencial dica, posso citar outras:

– o alimento não ser aceito de imediato, é normal. Neste caso, deixe esse alimento de lado por alguns dias e ofereça outras variedades e após alguns dias tente o alimento recusado novamente.

– A estimulação sensorial é importante, deve ser explorada a textura dos alimentos, mudando forma de preparo e consistência. Por exemplo: a criança pode não gostar de cenoura amassada, mas, em grumos ou em sopa, talvez ela goste.

– A alimentação deve ser algo prazeroso. Se a criança começou a ficar irritada, não force, não insista, para que ela não crie uma relação ruim com a comida.

– Nunca liquidifique os alimentos. Os alimentos batidos e/ou peneirados têm baixa densidade energética e perda nutricional alta.

– Explore os vários métodos de introdução alimentar para descobrir qual é o melhor para seu bebê. Os métodos mais comuns são: Tradicional, Alimentação responsiva, Blw e Alimentação participativa.

3) Meu filho janta na escola, ele precisa jantar em casa também? 

Depende do horário que é feito o jantar na escola e o horário que a criança costuma dormir. Normalmente a criança chega cansada e logo dorme, nesse caso, ofereça somente a Ceia – uma porção de leite ou derivados (leite materno, caso esteja amamentando).

Mas, por que o leite e seus derivados são ideais para a ceia? Porque eles contém Triptofano, um aminoácido que ajudará a criança a diminuir o estresse e se acalmar para dormir.

Se a criança demora a dormir é melhor servir novamente um jantar, que pode ser legumes com algum tipo de carne ou sopa de legumes.

Da mesma forma a ceia, de 30 minutos a 1 hora antes da criança dormir.

Dica: o leite pode ser ofertado com algum carboidrato complexo (como aveia e cereais integrais, por exemplo), pois ele favorece a absorção do Triptofano.

4) Devo evitar dar certos alimentos à noite? Quais e por quê?

Sim! Muitos alimentos interferem no sono da criança. Os principais são:

Carboidratos simples: pão simples e açúcar refinado são exemplos clássicos. O carboidrato simples quando entra no organismo dá um “boom” imediato de energia, com isso atrapalha a função indutora de sono do Triptofano.

Cafeína: presente nos chocolates, alguns refrigerantes, chás mate e preto. É um estimulante, aumenta a adrenalina no organismo e interfere diretamente no sono.

Gorduras: são de difícil absorção e atrapalham o processo do sono.

5) Dica de ouro da nutri

Como é a SUA alimentação?

Antes de pensar na introdução alimentar do seu filho, analise e reavalie como vai a sua alimentação. A alimentação do seu filho é reflexo do tipo de alimentação que a sua família possui.

Você não vai conseguir que seu filho aceite que não pode tomar refrigerante vendo você tomar.

A alimentação dos nossos filhos são reflexos da nossa, portanto, se você quer para ele uma alimentação equilibrada e saudável, seja exemplo!

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Disse tudo nossa nutri!!! Lia, muito obrigada pelas dicas e orientações, super amei!!

E aí, minhas arteiRas, como está a alimentação dos seus pequenos? Querem mais dicas? Deixem suas dúvidas nos comentários.

Beijinhos e até a próxima!

1 Comentário no blog
  1. Lia - 07/11/17 - 11h20

    Foi um Prazer contribuir e partilhar conhecimento com suas queridas arteiRas!!!

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