25/04

Pote da Calma – um jeito fácil de acalmar a criança

Arteria Criativa, Dicas & Resenhas, DIY, Filhos - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, minhas queridas do doce arteRia. Tudo bem com vocês?

Se você fica de mãos atadas e se sente impotente diante de uma crise de nervosismo expressa pelo seu filho. Se não sabe o que e como fazer para ajudá-lo nesses momentos ou até mesmo após uma briga, uma chateação.

Você está no lugar certo!

No post de hoje, vou passar a receitinha de como fazer o Pote da Calma que promete ajudar a criança a relaxar em momentos de agitação, nervosismo, ansiedade, estresse.

O que é o pote da calma?

É um recipiente transparente, podendo ser um pote de conserva, uma garrafa pet ou qualquer embalagem que seja transparente e contenha tampa. O recipiente será preenchido com líquido, glitter, corante e o que a sua criatividade permitir.

De onde surgiu?

O pote da calma “Calming Jar” foi inspirado no método Montessori, criado por Maria Montessori, médica e educadora. Ela procurou criar um método que ajudasse a criança a aprender de forma divertida e lúdica, focando ainda em atividades que auxiliasse a criança a se relacionar com as suas emoções.

Objetivos

  • Acalma;
  • Aumenta a concentração;
  • Estimula a reflexão;
  • Aumenta a criatividade;
  • Auxilia na respiração;
  • Desacelera os batimentos cardíacos;
  • Facilita o contato com as emoções.

É uma ferramenta que por si só já chama muita atenção, não somente das crianças, mas de nós adultos também.

Segundo estudos, enquanto a criança agita o pote e observa o movimento do glitter, ela consegue fixar a sua atenção, desacelerando os batimentos cardíacos e controlando a ansiedade através da respiração. Assim, após estarem mais tranquilos, conseguem explicar melhor o motivo da chateação, da frustração, mantendo um diálogo mais eloquente com os pais, educadores, com as pessoas adultas.

Materiais

  • Recipiente transparente com tampa;
  • Água quente;
  • Corante alimentício líquido;
  • Cola glitter;
  • Purpurina;
  • Pode ser usado ainda: lantejoula, glitter em formato de estrelinha, coração, miçangas, etc.

Como fazer?

– Despejar a água quente dentro do recipiente, não encha todo o pote, deixe um espaço para poder agitar a água;
– Adicionar o corante alimentício (1 a 2 gotas);
– Acrescentar a cola glitter (3 colheres de chá);
– Colocar purpurina (3 colheres de chá);
– Fechar o pote;
– Agitar tudo.

Como apresentar o pote ao (a) seu filho (a)?

Peça a ajuda dele para confeccionar o pote da calma, deixando que ele escolha as cores que deseja.

Após a confecção, mostre a ele qual o objetivo do pote e quando ele pode usá-lo. Aproveite esse momento e o movimento do glitter para ensiná-lo técnica de respiração que auxilia no controle da ansiedade. Você poderá, ainda, escolher um espaço legal da sua casa e fazer o cantinho da paz, falarei sobre ele num outro post.

No início, você poderá oferecer o pote da calma quando perceber que algo não está legal no seu filho, mas que a crise ainda não esteja completamente instalada, aos poucos, ele mesmo vai tendo a consciência e reconhecendo suas próprias emoções e irá direto ao pote.

É isso aí, minha queridas arteiRas. Espero que tenham gostado e compartilhem conosco a experiência de vocês com o pote da calma.

Beijinhos e até a próxima!

23/04

Como organizar e fazer uma festa em 5 dias

Arteria Criativa - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, minhas queridas do doce arteRia. Tudo bem?

O post de hoje é para você, que quer fazer uma festa, mas deixou para última hora. Não desista porque ainda dá tempo!

Para os meus 34 anos, eu estava planejando uma big party, porque já queria desde quando completei 30 anos, mas como havia dito num post por aqui, foram acontecendo várias coisas e acabei deixando pra trás. Este ano não foi diferente. Nos mudando de cidade e, mais uma vez, não fiz a festa que tanto queria. Quem sabe nos 35 anos, né?!

Mas também, não passou em branco, decidi, em 5 dias, fazer uma festinha na casa da minha mãe para chamar as amigas e comemorarmos em pequeno, grande estilo. Por isso, vou ajudar a vocês se organizarem, porque o importante é reunir pessoas queridas e comemorar.

Dia 1

  • Faça uma lista de convidados;
  • Pense num tema para sua festa ou nas cores que deseja a decoração;
  • Elabore um convite virtual: não precisa ser nenhuma expert em programa de edição de imagens, gente. Como eu tinha escolhido o tema lindo “Flamingos” encontrei um convite editável, neste site aqui e editei no próprio celular, no aplicativo chamado “PicsArt”;
  • Faça um grupo no WhatsApp e convide as amigas por lá ou, se preferir, mande individualmente o convite;
  • Tenha em mente o que irá servir no seu niver: se salgadinhos, docinhos, se será almoço ou um jantar;
  • Caso queira ir ao salão, já deixe seu horário agendado.

Dia 2

  • Faça a encomenda dos salgadinhos, docinhos e bolo;
  • Caso queira algum personalizado para a sua festa, esse é o momento de pensar e executar, ou, encomendar, como foi o meu caso. Quem fez os meus personalizados foi a querida Ju, que como sempre, faz tudo com muito capricho;
  • Não vamos deixar para comprar tudo em cima da hora né? Faça uma visita numa loja que venda artigos para festa e já compre os pratinhos, copos, talheres, guardanapo e demais apetrechos que pretende utilizar;
  • Vamos pensar nas lembrancinhas?

Dia 3

  • A maioria das mulheres gostam de saber qual roupa irá vestir, esse tipo de coisa, então, prepare mentalmente a roupa que achar mais adequada, ou compre algo para se sentir ainda mais especial;
  • Vá ao mercado para comprar as bebidas que irá servir e os demais produtos que vai precisar para o grande dia.

Dia 4

  • Deixe pronto as lembrancinhas – eu optei por lembrancinhas comestíveis: pipoca gourmet de Nutella e palha italiana de Leite Ninho (em breve, as receitas);
  • Separe a sua roupa e de quem mais precisar, no meu caso, a roupa do pequeno;
  • Faça um checklist do que precisa fazer no dia “D”.

Dia 5 – o grande dia!

  • É o seu aniversário, comece o dia tomando um banho delicioso e demorado;
  • Se arrume com uma música que adora;
  • Prepare toda a decoração da mesa;
  • Mande uma mensagem no grupo das amigas para lembrarem o quanto está feliz com a vinda delas;
  • Busque o bolo, salgadinhos, docinhos, etc;
  • Registre todos os momentos com muitas fotos;
  • Seja muito, muito feliz!

A minha festa de niver, na verdade, foi um café da tarde com algumas amigas. Tudo muito simples, mas preparado com muito carinho e aconchego para comemorar tantas coisas boas que a vida e Deus tem nos proporcionado.

Vamos às fotos?

Precisando de alguma dica? É só entrar em contato!
Beijinhos e até a próxima

19/04

Sobrevivemos a Hérnia Diafragmática Congênita

Outros - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, queridas do doce arteRia. Tudo bem?

Hoje é o dia da conscientização mundial da Hérnia Diafragmática Congênita (HDC) e por isso, o post de hoje é dedicado sobre esse assunto tão importante, tão grave e ainda, pouco conhecido.

O que é Hérnia Diafragmática Congenita?

É uma má formação do músculo, um “furinho” no diafragma, o qual permite que todo o conteúdo da cavidade abdominal suba para o tórax, prejudicando o desenvolvimento dos pulmões, podendo ocasionar, ainda, o deslocamento do coração.

Durante a gestação, o bebê não precisa dos pulmões para respirar, no entanto, ao nascer, o órgão é essencial para obter oxigênio e se eles forem muito pequenos, poderá ocasionar a insuficiência respiratória.

O que fazer após o diagnóstico?

Acompanhamento com médicos especialistas é essencial e primordial, pois é neste contato que será avaliado se a HDC é um fator isolado ou se existem outras anomalias associadas, bem como o médico avaliará o comprometimento pulmonar, tudo isso, através de exames específicos como: ultrassonagrafia morfológica, ecocardiografia fetal, ressonância nuclear magnética e amniocentese para realização de cariótipo.

Dependendo do caso, a Hérnia Diafragmática Congênita pode ser conduzida das seguintes formas:

1) Aguardar a gestação completa e realizar o tratamento necessário após o nascimento do bebê;

2) Cirurgia fetal intra-uterina com oclusão traqueal por fetoscopia, realizada nos prognósticos não muito bons.

E após o nascimento?

O nascimento do bebê deve ser planejado e deverá ser realizado num hospital de alta complexidade, pois necessitará permanecer na UTI neonatal. Os bebês com HDC normalmente não conseguem respirar sozinhos e, por isso, necessitam de um aparelho que faça isso por eles, o ventilador.

Com o bebê totalmente estabilizado, a cirurgia de correção é realizada, onde as vísceras são colocadas no abdômen e o “buraco” no diafragma, suturado.

A nossa história

Quando eu estava com aproximadamente 28 semanas de gestação, veio a notícia.

Lembro exatamente da roupa que eu estava vestindo e os sentimentos que vivenciei. Na verdade, estava trocando de roupa para ir a uma roda de gestante, quando o marido chegou em casa com o resultado do exame morfológico, eu, mais que correndo, quis ver o rostinho do nosso Lilo e nem imaginei o que estava acontecendo. Quando ele me contou que o nosso bebê tinha a HDC eu imaginei que fosse uma hérnia comum, dessas que a gente ouve falar e que é super comum de acontecer e quando ele me disse que ele teria de fazer uma cirurgia, meu mundo desabou e eu, literalmente, desabei nos braços dele.

Pesquisando na Internet sobre a HDC, fomos percebendo o quão grave a doença é e quando minha obstetra me disse ao telefone: “nossa, Carina, eu sinto muito”, percebi o quão grave era mesmo e os nossos mundos desabaram, novamente. Vivemos momentos de tensão durante a gestação, todos os exames que fazíamos, as consultas que íamos, procuramos os melhores médicos que nos foram indicados e todos estavam em oração, muita oração. Estava tudo planejado: hospital, médicos e cirurgia.

O que nos restava, de fato, era rezar muito e aguardar o nascimento dele.

Fomos acompanhados por dois obstetras, uma na minha cidade e o outro, em Curitiba, que é especialista em gestação de alto risco, além do acompanhamento do cirurgião pediatra, dos exames frequentes de ecocardiografia, de um médico anjo que fazia o ultrassom periodicamente e de um médico mega power TOP, em São Paulo, que avaliou a necessidade ou não de cirurgia intra-uterina. Graças a Deus não foi preciso.

A cesariana foi agendada com 38 semanas e meia de gestação e um dia antes do parto, meu obstetra me ligou dizendo que não era para eu ficar nervosa, mas o hospital que tínhamos planejado, não havia leito disponível na UTI.

E agora? Eu pensei. Sobre isso, ele disse que tentaria um outro hospital que tinha vaga na UTI, mas não era feito parto no local. Respirei fundo e imediatamente pensei, vai dar tudo certo Carina, calma. Mas ele não parava por aí, “tem uma outra coisa…” O que?????

“O cirurgião pediatra caiu e quebrou os dois braços”

Isso só pode ser piada, brincadeira. Qual a chance disso acontecer? OK, respirar, respirar, respirar. O que vamos fazer? Outro cirurgião, que eu não sabia nem o nome, nem a cara que tinha e muito menos que eu nem tinha pesquisado sobre o seu histórico médico, iria operar o nosso bebê. E eu tinha o que fazer?

Nosso Lilo nasceu no dia e horário planejado. O hospital deu certo, aceitou fazer o parto e lá estava a vaga dele na UTI.

A cesariana foi muito tranquila, eu estava calma com relação a minha cirurgia, porque estava muito preocupada com o nascimento dele. Ele nasceu com Apgar 9 e tive o tempo de tê-lo em meus braços antes de levá-lo para UTI.

Com 1 dia de vida, Murilo foi operado para correção da HDC, graças a Deus, deu tudo certo, sem intercorrência e da forma como esperávamos. Com 10 dias, teve de operar novamente, mas agora, para dissecar 10 cm do intestino, que sabe Deus o que houve. Permanecemos 35 dias na UTI, com melhoras e retrocessos e 1 noite no quarto para, finalmente, a nossa alta.

Sentimentos acerca da hospitalização

Impotência, impotência, impotência.

Sou psicóloga com uma das formações em psicologia hospitalar, sempre tive paixão na área e atuei em duas UTI´s: pediátrica e adulta. Tinha conhecimento técnico dos aparelhos, dos manejos, da rotina de uma UTI. Mas, nada, absolutamente, nada, se compara a ter um filho dentro desse lugar.

Gente, sabe aquela frase que dizem: só sabe quem passa? É exatamente isso. Foram os piores dias da minha vida e se eu não tivesse tido o apoio do marido e da família, não sei se eu aguentaria.

Nosso guerreiro, Murilo

O seu nome já diz “pequeno muro”, “pequena muralha”, o nosso guerreiro.

Ele tem 2 anos e 7 meses, é lindo, mega inteligente e acima de tudo, super saudável. Tem uma vida normal e nenhuma sequela da HDC, um sobrevivente, graças a Deus.

Recados aos papais

Aos papais que estão passando por isso, que estão aguardando o nascimento de seus bebês com HDC, receber o diagnóstico não é fácil, aguardar o nascimento não é fácil e vivenciar todo o processo de hospitalização também não é fácil, MAS, não percam a fé e a esperança.

Me coloco à disposição para conversar, desabafar, o que precisarem.