19/04

Sobrevivemos a Hérnia Diafragmática Congênita

Outros - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, queridas do doce arteRia. Tudo bem?

Hoje é o dia da conscientização mundial da Hérnia Diafragmática Congênita (HDC) e por isso, o post de hoje é dedicado sobre esse assunto tão importante, tão grave e ainda, pouco conhecido.

O que é Hérnia Diafragmática Congenita?

É uma má formação do músculo, um “furinho” no diafragma, o qual permite que todo o conteúdo da cavidade abdominal suba para o tórax, prejudicando o desenvolvimento dos pulmões, podendo ocasionar, ainda, o deslocamento do coração.

Durante a gestação, o bebê não precisa dos pulmões para respirar, no entanto, ao nascer, o órgão é essencial para obter oxigênio e se eles forem muito pequenos, poderá ocasionar a insuficiência respiratória.

O que fazer após o diagnóstico?

Acompanhamento com médicos especialistas é essencial e primordial, pois é neste contato que será avaliado se a HDC é um fator isolado ou se existem outras anomalias associadas, bem como o médico avaliará o comprometimento pulmonar, tudo isso, através de exames específicos como: ultrassonagrafia morfológica, ecocardiografia fetal, ressonância nuclear magnética e amniocentese para realização de cariótipo.

Dependendo do caso, a Hérnia Diafragmática Congênita pode ser conduzida das seguintes formas:

1) Aguardar a gestação completa e realizar o tratamento necessário após o nascimento do bebê;

2) Cirurgia fetal intra-uterina com oclusão traqueal por fetoscopia, realizada nos prognósticos não muito bons.

E após o nascimento?

O nascimento do bebê deve ser planejado e deverá ser realizado num hospital de alta complexidade, pois necessitará permanecer na UTI neonatal. Os bebês com HDC normalmente não conseguem respirar sozinhos e, por isso, necessitam de um aparelho que faça isso por eles, o ventilador.

Com o bebê totalmente estabilizado, a cirurgia de correção é realizada, onde as vísceras são colocadas no abdômen e o “buraco” no diafragma, suturado.

A nossa história

Quando eu estava com aproximadamente 28 semanas de gestação, veio a notícia.

Lembro exatamente da roupa que eu estava vestindo e os sentimentos que vivenciei. Na verdade, estava trocando de roupa para ir a uma roda de gestante, quando o marido chegou em casa com o resultado do exame morfológico, eu, mais que correndo, quis ver o rostinho do nosso Lilo e nem imaginei o que estava acontecendo. Quando ele me contou que o nosso bebê tinha a HDC eu imaginei que fosse uma hérnia comum, dessas que a gente ouve falar e que é super comum de acontecer e quando ele me disse que ele teria de fazer uma cirurgia, meu mundo desabou e eu, literalmente, desabei nos braços dele.

Pesquisando na Internet sobre a HDC, fomos percebendo o quão grave a doença é e quando minha obstetra me disse ao telefone: “nossa, Carina, eu sinto muito”, percebi o quão grave era mesmo e os nossos mundos desabaram, novamente. Vivemos momentos de tensão durante a gestação, todos os exames que fazíamos, as consultas que íamos, procuramos os melhores médicos que nos foram indicados e todos estavam em oração, muita oração. Estava tudo planejado: hospital, médicos e cirurgia.

O que nos restava, de fato, era rezar muito e aguardar o nascimento dele.

Fomos acompanhados por dois obstetras, uma na minha cidade e o outro, em Curitiba, que é especialista em gestação de alto risco, além do acompanhamento do cirurgião pediatra, dos exames frequentes de ecocardiografia, de um médico anjo que fazia o ultrassom periodicamente e de um médico mega power TOP, em São Paulo, que avaliou a necessidade ou não de cirurgia intra-uterina. Graças a Deus não foi preciso.

A cesariana foi agendada com 38 semanas e meia de gestação e um dia antes do parto, meu obstetra me ligou dizendo que não era para eu ficar nervosa, mas o hospital que tínhamos planejado, não havia leito disponível na UTI.

E agora? Eu pensei. Sobre isso, ele disse que tentaria um outro hospital que tinha vaga na UTI, mas não era feito parto no local. Respirei fundo e imediatamente pensei, vai dar tudo certo Carina, calma. Mas ele não parava por aí, “tem uma outra coisa…” O que?????

“O cirurgião pediatra caiu e quebrou os dois braços”

Isso só pode ser piada, brincadeira. Qual a chance disso acontecer? OK, respirar, respirar, respirar. O que vamos fazer? Outro cirurgião, que eu não sabia nem o nome, nem a cara que tinha e muito menos que eu nem tinha pesquisado sobre o seu histórico médico, iria operar o nosso bebê. E eu tinha o que fazer?

Nosso Lilo nasceu no dia e horário planejado. O hospital deu certo, aceitou fazer o parto e lá estava a vaga dele na UTI.

A cesariana foi muito tranquila, eu estava calma com relação a minha cirurgia, porque estava muito preocupada com o nascimento dele. Ele nasceu com Apgar 9 e tive o tempo de tê-lo em meus braços antes de levá-lo para UTI.

Com 1 dia de vida, Murilo foi operado para correção da HDC, graças a Deus, deu tudo certo, sem intercorrência e da forma como esperávamos. Com 10 dias, teve de operar novamente, mas agora, para dissecar 10 cm do intestino, que sabe Deus o que houve. Permanecemos 35 dias na UTI, com melhoras e retrocessos e 1 noite no quarto para, finalmente, a nossa alta.

Sentimentos acerca da hospitalização

Impotência, impotência, impotência.

Sou psicóloga com uma das formações em psicologia hospitalar, sempre tive paixão na área e atuei em duas UTI´s: pediátrica e adulta. Tinha conhecimento técnico dos aparelhos, dos manejos, da rotina de uma UTI. Mas, nada, absolutamente, nada, se compara a ter um filho dentro desse lugar.

Gente, sabe aquela frase que dizem: só sabe quem passa? É exatamente isso. Foram os piores dias da minha vida e se eu não tivesse tido o apoio do marido e da família, não sei se eu aguentaria.

Nosso guerreiro, Murilo

O seu nome já diz “pequeno muro”, “pequena muralha”, o nosso guerreiro.

Ele tem 2 anos e 7 meses, é lindo, mega inteligente e acima de tudo, super saudável. Tem uma vida normal e nenhuma sequela da HDC, um sobrevivente, graças a Deus.

Recados aos papais

Aos papais que estão passando por isso, que estão aguardando o nascimento de seus bebês com HDC, receber o diagnóstico não é fácil, aguardar o nascimento não é fácil e vivenciar todo o processo de hospitalização também não é fácil, MAS, não percam a fé e a esperança.

Me coloco à disposição para conversar, desabafar, o que precisarem.

04/04

Planner mensal de mesa (Abril 2018) – gratuito para download

Outros - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, queridas do doce arteRia. Tudo bem com vocês?

Abril chegou com muita esperança no coração e serenidade.

Que tal começar o mês, organizando a sua rotina, seus compromissos e suas metas?

Para isso, a mamãe do doce arteRia preparou, exclusivamente para você, um planner mensal de mesa, todo lindo e cheio de charme e o melhor de tudo: totalmente gratuito e pronto para download. Simbora?

Para download, clique aqui

O download é super simples de fazer, é só clicar no arquivo acima e aguardar a sua chegada!

Você pode imprimir no papel A4 mesmo e deixar sob a mesa no trabalho, no seu home office e organizar o mês todinho, que promete ser lindo de viver.

É isso aí, minha querida arteiRa, caso tenha gostado, avisem as amigas, compartilhem nas redes sociais e deem o crédito ao blog para o nosso crescimento!

Beijinhos e até a próxima.

23/03

O que é o período baby blues?

Ma-Mãe, Sou Ma-Mãe - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, queridas do doce arteRia. Tudo bem com vocês?

O post de hoje é dedicado para as mamães, amigas das mamães e familiares que possam ajudá-las nessa fase que não é nada fácil: o período baby blues ou a tristeza pós-parto.

A maternidade traz consigo uma infinidade de momentos maravilhosos, isso é indiscutível. Penso que se a mamãe é de primeira viagem, os pensamentos e a imaginação não permitem ir a lugares obscuros, eu pelo menos, quando estava grávida, nunca imaginei ter momentos que não fossem agradáveis no meu pós-parto. Foi aí que me enganei, e feio.

Mas, afinal, o que é o período baby blues?

É o período que ocorre entre o terceiro e quinto dia após o parto, no qual a mulher vivencia sentimentos contraditórios, confusos e pode atingir até 80% das mulheres.

Como assim? A gente idealizou e desejou a gestação e de repente, nos pegamos tristes? Casadas ou melhor, exaustas? Pensando que gostaríamos de ter a nossa vida de volta, a nossa rotina. Mas como pode isso? Que péssima mãe eu sou? Como posso pensar e sentir uma coisa dessas?

Isso é o baby blues, um período de sentimentos intensos, ocasionados pela mudança dos níveis hormonais, pela rotina nova, pelas responsabilidades, pelo estresse pós-parto. E, da mesma forma como surgiu “do nada”, vai embora “do nada” também, com o prazo de 15 dias a 1 mês. Caso esses sentimentos se estendam para mais de 1 mês, é imprescindível buscar auxílio profissional, pois pode ter evoluído para uma depressão pós-parto.

Sintomas

  • Tristeza;
  • Choro frequente;
  • Insegurança;
  • Irritabilidade;
  • Ansiedade;
  • Autoestima baixa;
  • Insônia;
  • Mudança de humor;
  • Preocupação excessiva (com o bebê);
  • Alteração no apetite.

O que fazer?

1) Manter a calma é essencial. Saiba que você não é uma péssima mãe por estar sentindo todos esses sentimentos conflituosos e ambíguos. Pelo contrário, é super comum isso acontecer.

2) Conversar alivia o coração, principalmente se tiver alguém que esteja passando ou já passou por esse momento de angústia. Procure também a ajuda de um profissional capacitado para ajudar, um psicólogo é uma alternativa.

3) Não se cobre tanto, ninguém é perfeito. Errar faz parte do aprendizado e saiba que você está fazendo o melhor.

4) Peça ajuda sempre que precisar, não tenha vergonha. Se uma amiga veio te visitar e perguntou se quer ajuda em alguma coisa, peça mesmo. Ela está ali por você.

5) Não tenha vergonha dos sentimentos que está dentro de você.

Aos maridos, amigos e família

Esse é um momento muito delicado para todos, sem dúvida, mas neste período, priorize o bem estar, além do bebê, da esposa (amiga, filha, nora) da mulher que acabou de passar pela experiência mais incrível e que está transbordando de sentimentos que não consegue compreender.

Por isso, mime muito ela. Dê carinho, atenção e ofereça a sua escuta, o suporte. Ajude nas tarefas domésticas, fique com o bebê para que ela possa tomar um banho tranquila ou dormir por horas seguidas. Seu apoio é fundamental nesse momento.

De mãe para mãe

Minha querida mamãe do doce arteRia, não se sinta sozinha. Essa mistura de sentimentos é completamente normal e se a sua amiga não passou por isso, não se desespere, tem muita gente que passa, eu mesma passei e estou aqui viva da Silva pra contar que, sobrevivi!

Caso não passe, procure a ajuda de um profissional, com certeza a ajuda virá de algum modo.

Se precisar conversar, ler uma palavra de carinho, deixe a sua mensagem, me mande um e-mail, estarei aqui para poder ajudar de alguma forma.

Beijinhos e até a próxima!