19/07

Como empreender após a maternidade

Dicas & Resenhas, Para a Mamãe Borogodó - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, minhas queridas do doce arteRia. Tudo bem com vocês?

Andei sumida, mas o meu sumiço tem um motivo, aliás, um ótimo motivo e hoje eu vou contar para vocês.

Acredito que a grande maioria das mulheres, quando ganham os seus bebês, ficam pensando numa alternativa de trabalho mais flexível e com mais autonomia. Seja trabalhar em casa ou abrir o seu próprio negócio, procuramos várias ideias na Internet, pensamos na possibilidade de sermos franqueados de algum segmento, e nessa hora, os pensamentos vão a mil, o cérebro quase entra em “curto” e, muitas vezes, não chegamos a lugar algum.

(Nesse post, dou 10 ideias para trabalhar em casa, quem sabe você se inspira em alguma delas).

Eu já passei por isso e naquele momento de angústia, não cheguei a lugar algum, aliás, cheguei sim, cheguei a conclusão de que o melhor seria voltar à minha rotina de trabalho, como psicóloga, concursada por 40 horas semanais. E foi o que eu fiz.

Depois do desafio – 15 dias de desapego que eu propus na fanpage do facebook, a minha vida deslanchou, muitas coisas positivas aconteceram e com elas, a possibilidade de uma nova atividade, um novo empreendimento, conciliando com o meu trabalho como psicóloga, que eu amo de paixão também.

As ideias vieram naturalmente, sem esforço mental e foi aí que resolvi juntar duas paixões antigas: o amor pela confeitaria e por artigos fofos.

Confeitaria: Queria encontrar um segmento não muito explorado na cidade e decidi entrar no ramo das palhas italianas, que particularmente, eu amo muito. Passei algum tempo testando e modificando receitas, selecionando os melhores produtos, pensando na embalagem e em todos os detalhes, e, foi assim que surgiu as palhas do doce arteRia em duas versões: a palha em quadradinhos e a palha para comer de colher.

Venda de artigos fofos pela internet: Sempre fui apaixonada, enlouquecida por tudo que é fofo nesse mundo, seja na papelaria, artigos para cozinha, casa, etc. Tudo que tenha muito frufru, é comigo mesma. Criei um perfil no instagram e foi por lá que comecei as vendas.

Então hoje, minhas queridas, carrego comigo múltiplas e adoradas funções: a de mamãe, esposa, dona de casa, psicóloga, blogueira, doceira de palha italiana e vendedora de coisas fofas. Meu marido disse que eu precisava focar em algo específico, mas vou dizer a vocês o que eu disse para ele: eu amo muito tudo isso. É tudo o que eu mais gosto de fazer e enquanto conseguir conciliar tudo, é assim que vou continuar.

Dica da mamãe: querem empreender? Não se cobrem para descobrir de imediato o segmento, é claro que é muito importante analisar o que gosta, o que sabe fazer, mas deixem as coisas fluirem e acontecerem, porque quando você menos esperar, a sua ideia estará ali, na sua frente, pronta para ser colocada em prática.

É isso aí minhas arteiRas, espero que a inspiração cheguem até vocês e se precisarem de alguma dica, é só dar um grito.

Beijinhos e até a próxima.

16/02

Dicas: escolha da escola & adaptação escolar

Dicas & Resenhas, Outros, Para a Mamãe Borogodó - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, minhas queridas leitoras. Tudo bem com vocês?

O post de hoje é sobre um assunto que arrepia os cabelos das mamães – a escolha da escola e a adaptação escolar.

Estou tendo a segunda experiência com esses dois processos e devo dizer que, como psicóloga, as coisas são mais fáceis, mas como mãe, o bicho pega. Por isso, resolvi compartilhar com vocês, o meu conhecimento técnico e, especialmente, a minha vivência como mamãe.

Só de pensar e imaginar que o nosso bebê, tão frágil e bem cuidado por nós, permanecerá a maior parte do tempo numa escola, com pessoas que você e ele não conhecem, é de doer o coração, não é mesmo? Por aqui, a história não foi diferente não. Quando o Murilo tinha 5 meses, comecei a procurar a escola ideal, fui em muitas na cidade e é claro, nenhuma era perfeita para mim! Mas escolhi uma que tinha o que eu estava procurando – o acolhimento.

Aos 9 meses, começamos a adaptação, pois no décimo mês, eu voltaria a trabalhar. Penso que essa separação foi dolorosa para ele, mas foi muito mais para mim. Gente, levou 1 mês. 1 mês muito intenso e cheio de sentimentos – dúvidas, medo, preocupação e principalmente, culpa, muita culpa. Por quê eu estava fazendo isso com ele?

Permaneci na secretaria da escola durante todo o tempo. Foi 1 mês ouvindo ele chorar e parar e chorar e parar. 1 mês achando que aquilo era loucura e que ele nunca se adaptaria. Muita, muita angústia. Mas passou e ele ficou super bem.

Agora, com 2 anos e 4 meses, tivemos que mudá-lo de escola, pois estamos nos mudando de cidade. Passei algumas noites sem dormir, pensando que começaria tudo de novo e, olha, ele me surpreendeu. No primeiro dia, ao deixá-lo na escola, ele chorou, mas logo parou e quando fui buscá-lo, estava super animado e feliz.

Por isso, eu digo a vocês mamães, é angustiante, mas passa!

Vamos às dicas?

Como escolher a escola ideal?

Existem 1001 dicas por aí de como escolher a escola ideal: se deseja algo já pensando no futuro, em relação ao aprendizado; questões relacionadas a estrutura física e formação profissional; se é perto ou não da sua casa; alimentação; o valor da mensalidade (se for o caso), enfim, muitas muitas dicas.

Mas, pra mim, a única dica que é imprescindível é o acolhimento e tudo o que vem com ele – o afeto, o colo, a atenção, a disponibilidade, a empatia, respeito e o carinho. Especialmente se o seu filho ainda for um bebê ou uma criança pequena.

Tendo isso, você se sentirá muito mais segura. Saberás que seu filho está sendo bem cuidado e, consequentemente, passará a tranquilidade necessária para ele.

Dicas para adaptação escolar

Escolhida a escola, vamos à fase da adaptação.

  • É difícil, mas você precisa transmitir calma para seu filho (eles sentem tudo);
  • Bebês se adaptam mais fácil do que você imagina, confie;
  • Converse com seu filho brevemente: aqui é um lugar legal e você vai ser muito bem cuidado. A mamãe vai trabalhar, mas a mamãe volta para te buscar. Não dê muitas explicações, não prolongue a conversa;
  • Não entre na sala junto com seu filho, isso vai gerar ansiedade em você e nele também; (Fiz isso na primeira adaptação, mas na segunda não, foi bem mais tranquilo)
  • Se preferir, fique em algum ambiente dentro da escola;
  • Não saia de fininho, sair escondido, jamais;
  • Ligue para a escola quantas vezes for necessário, mas tenha em mente que se algo acontecer, eles ligarão para você;
  • Crie uma rotina: leve e busque no mesmo horário;
  • Não duvide sobre a sua escolha;
  • Deixar na escola sempre é a melhor opção;
  • Leve um brinquedo favorito, uma coberta, um cheirinho. Algo do mundo do seu filho para a escola;
  • Pode chorar, mas não na frente do filho;
  • Se a criança for maior, nada de oferecer recompensa para ele ficar na escola;
  • Mantenha a calma sempre! É mais uma fase e assim como as outras, essa vai passar também.

É isso aí minhas queridas do doce arteRia. Não é fácil, mas às vezes a angústia é muito mais nossa do que deles.

Quem aí já passou por isso ou está passando? Lembram como foi? Como está sendo? Quais dicas vocês tem para contribuir? As táticas deram certo? A adaptação foi lenta? Foi surpreendente? Deixem nos comentários as suas experiências.

Beijinhos e até a próxima.

12/01

5 dicas para manter a saúde mental da mamãe

Dicas & Resenhas, Para a Mamãe Borogodó - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, queridas arteiRas. Tudo bem?

Antes de mais nada, como sou psicóloga e estamos no mês de janeiro, não poderia deixar de mencionar sobre a campanha “Janeiro Branco”, já ouviram falar? É uma campanha relativamente nova e tem como objetivo mobilizar a sociedade em favor da nossa saúde mental. Mais do que justo, né?!

Como mamães, sabemos que a nossa jornada, apesar de ser recompensadora, é também de muitos perrengues. Muitas vezes dá uma vontade louca de sair correndo, se esconder e sair de órbita. Tudo bem que minutos depois nos recompomos (ou não!) e temos a consciência que todas essas vontades não são possíveis.

Sendo assim, o jeito é respirar e praticar algumas ações que nos ajudam a manter a nossa sanidade mental em dia, ou pelo menos tentar né?

1) Vamos malhar?

Não é novidade para ninguém que fazer exercício físico só nos traz benefícios, mas vamos relembrar de alguns deles? Principalmente no que se refere ao nosso cérebro:

* A produção de neurotransmissores aumenta e com isso ocorre a reparação celular do nosso cérebro;
* A nossa concentração aumenta;
* Há uma melhora na memória;
* O exercício estimula a capacidade de tomar decisões e,
* Ocorre a liberação de endorfina, o que nos deixa feliz à beça.

Atualmente, há diversas modalidades para mexer o corpichto, basta escolher uma, sem desculpas.

Ah Carina, mas eu não tenho tempo, trabalho o dia todo, cuido de filho, marido e da casa, como vou arrumar mais um coisa para fazer? Aqui está uma alternativa para você, minha querida arteiRa.

2) Chá da tarde ou vale night com as amigas

Independente do seu estilo, que tal combinar um momento seu com as suas amigas? Recentemente, fui ao barzinho com umas amigas da faculdade que eu não via há 10 anos e gente, parecia que nós tínhamos ficado longe só 1 semana, foi demais. É claro que o nosso pensamento também fica com os pequenos, se está chorando, se ficou bem, mas isso é algo que vamos carregar pra sempre né? O importante é conversar, ouvir, dar conselhos, rir, se divertir e perceber que ainda há vida social após a maternidade.

Faça isso virar uma rotina na sua vida, 1 encontro por mês, que tal?

3) Diga “não, obrigada!”

Boa parte das pessoas tem uma mania insana de querer agradar os outros (eu era assim), custe o que custar, inclusive a sua saúde metal. Nós não conseguimos agradar todo mundo, somos (felizmente) pessoas diferentes umas das outras, não temos que gostar de todos e nem todos precisam gostar da gente. Vamos parar de nos sacrificar para agradar o outro?

Mais espontaneidade, menos gastrite nervosa.

4) Faça algo que te realize

Um trabalho, um momento seu, algo que te deixe imensamente feliz e realizada.

Como já sabem, a nossa rotina é muito cansativa e as vezes o nosso emprego não é aquele dos nossos sonhos, por isso, precisamos fazer algo que nos realize emocionalmente.

Eu, por exemplo, apesar de gostar muito do meu trabalho como psicóloga, criei o blog para me realizar e me dedicar para algo que me deixa 100% feliz.

Vamos pensar no seu também?

5) Ninguém é perfeito

Seja como mãe, esposa, profissional, ninguém é perfeito. Lógico que tentamos fazer o melhor, nos entregamos, nos empenhamos, mas não conseguimos ser perfeitas, como ninguém consegue.

Não exija tanto de você, minha mamãe arteiRa. Aprendemos com os nossos erros, tomamos na cabeça, levamos tombos inesquecíveis, ficamos tristes, iradas, revoltadas, felizes, agradecidas. Amamos, não gostamos tanto, queremos socar, espernear, fugir.

Permita-se sentir todas as emoções, não fuja delas, elas são essenciais para o nosso aprendizado e para a nossa saúde mental também.

“O que você não resolve em sua mente, o corpo transforma em doença”

Não vamos deixar isso acontecer, certo?!

Beijinhos e até a próxima!