15/04

Por mais compreensão e menos julgamentos!

Ma-Mãe, Sou Ma-Mãe - Por Carina Hatano Czerveny

Tive meu filho com 38 semanas e meia, parto planejado (leia-se Cesariana) e talvez esse tenha sido o meu primeiro erro da maternidade ideal descrita por aí.

A minha tão aguardada amamentação, na verdade foi bem frustrante e me desestruturou emocionalmente, durando somente até o terceiro mês de vida do pequeno. A almofada de amamentação, item listado como um dos mais importantes do enxoval, foi deixada de lado. Entraram em cena: a mamadeira e a fórmula, tão discriminadas, coitadas, mas foram elas que nos deram força e fizeram com que o meu filho crescesse, ganhando peso a cada dia e ficando cada vez mais saudável, feliz e tranquilo. (Mas, como pode isso?)

A chupeta, objeto cheio de preconceito (inclusive meu, antes da maternidade) deu espaço ao conforto e acalento que ele precisava naqueles 35 dias dentro de uma UTI. Aliás, continua dando o conforto a ele e não penso em tirá-la tão logo. (E o dente dele, como vai ficar?)

Fonte: http://www.freepik.com/

Dormir no seu quarto planejado e decorado, dentro do berço, o qual demorei 7 meses para escolher, serviu até chegar o primeiro inverno. Levar ele para a nossa cama, dormir entre nós, erro fatal! (Cadê a independência dele? Que coisa feia, mamãe!)

Optar, depois de 10 meses em casa, por voltar a trabalhar, ter de deixá-lo cedo na escola e buscar no final do dia. Não abdicar da minha profissão, do meu trabalho em prol da maternidade em tempo integral, (que tipo de mãe é você?!)

Permitir que ele assista Galinha Pintadinha, Bob Zoom, Peppa Pig, dentre outros. Deixar ele ter contato com eletrônicos, mexer no celular, ao invés de ficar somente nas leituras e atividades super estimulantes. (O que você está fazendo com ele? Quer que ele cresça cheio de vícios?)

Por aqui, não comemos só alimentos orgânicos, frescos e muito menos colhidos na hora (como não?). E, embora ele ainda não tenha comido doces, já dei sim, batata frita e pizza. E quer saber? Nós amamos! (Você pirou de vez, só pode!)

Minhas queridas arteiRas, tão difícil esse negócio de ser mãe, não?! Ao mesmo tempo que é a melhor coisa da nossa vida é também muito cruel! Digo que, nesta minha pequena experiência, pra mim, a maternidade ideal é aquela que eu julgo ser a ideal, é aquela que cada uma tem um jeito diferente de resolver uma mesma situação, é algo subjetivo.

Portanto, minha gente, vamos nos conscientizar e pedir por mais compreensão e menos julgamentos! Afinal de contas, ser mãe é: ter o seu jeito de exercer esse papel!