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Fase dos 2 anos: Terrible two or Amazing two?

Ma-Mãe, Sou Ma-Mãe - Por Carina Hatano Czerveny

Olá, minhas queridas arteiRas. Tudo bem?

Quem aí já ouviu falar da adolescência do bebê? Os terríveis 2 anos? Terrible Two? Eu ouvia algumas amigas comentando sobre a mudança de comportamento dos filhos após terem completado os dois anos de idade e ficava tentando imaginar como isso era possível, se era exagero delas ou o que?!

Mas, afinal, o que é o Terrible Two?

É a fase onde tudo acontece e mais um pouco, fase em que as mamães e papais piram a cabeça e aquele bebê, que era tão quietinho, fofo e querido, resolve se mostrar o oposto. Choros frequentes, as vezes sem motivo aparente, gritos e “não” muitos “não´s”. Eles se jogam no chão, esperneiam, batem, enfim, apresentam comportamentos que os pais não gostam muito.

Faz parte do desenvolvimento. Antes, eles seguiam tudo o que os pais faziam e agora, estão se tornando independentes, estão descobrindo que eles são pessoas a parte da mamãe e do papai e, com isso, começam a florescer suas vontades e seus próprios desejos. Mas, eles ainda não sabem como administrar tantos sentimentos, pela própria falta de maturidade, totalmente compreensível, não?!

Essa fase pode começar com 1 ano e meio de idade e pode permanecer até o terceiro ano de vida. Alguns bebês demonstram com mais intensidade as suas emoções e outros, um pouco menos. Mas afinal de contas, cada ser humano é diferente (graças a Deus).

A nossa fase dos 2 anos

Quando o Murilo começou a demonstrar que estava nessa fase, um pouco antes dos dois anos, eu me vi extretamente impaciente, esgotada e amedrontada, com um certo “trauma” de todas as vezes que ele começava a chorar, porque eu não estava sabendo lidar com a situação, o que fazer, como agir, estava um caos. Além de tudo isso, eu ainda tinha receio que ele demorasse horrores para parar de chorar, principalmente quando não estávamos em casa.

Um belo dia, numa roda de conversa que a escola dele promoveu, junto com a psicóloga, pediatra e as outras mamães, tudo mudou. Digo para todos que foi a melhor roda de conversa da vida, porque nela, pude perceber diversas atitudes e anseios meus e pude parar (parar, minha gente, precisamos parar!) para refletir como EU estava, como estava o MEU emocional e de que forma tudo isso estava influenciando nessa fase dos 2 anos dele.

Eu vi a luz, sai da roda renovada, como se eu tivesse recuperado todos os dias de sono desde o nascimento dele, foi como se eu tivesse tomado o banho mais demorado e delicioso de todos os tempos, foi como se eu tivesse feito a melhor refeição do mundo. RE-NO-VA-DA e pronta para recomeçar.

Foi nesse momento que eu percebi o quão é injusta a nomeclatura de “terrible two”, na verdade, penso, que deveria ser:

Amazing Two, incrível 2 anos

Incrível porque já passamos por tantos perrengues até chegar aqui e graças a Deus estamos passando por essa fase.

O nosso bebê está crescendo, está criando autonomia, interage com a gente lindamente. Nos derretemos com cada palavra, aprendizado, energia, amor expresso, tanto carinho em forma de gente. Um ser humano que não tem maldade alguma, não espera nada além do nosso cuidado e amor. É incrível como eles se relacionam com as outras crianças, a tom da voz falando “mamãe”, pedindo por colo e atenção.

Sim, eles se comportam, em algumas ocasiões, de forma que não era o nosso esperado, mas o que a gente espera? Não estamos esperando demais, na verdade? Esperamos que eles se comportem como adultos? Oi? Seria incrível se esperássemos o tempo deles, o desenvolvimento deles, sem apressarmos as etapas.

Eles não são os vilões da história, eles estão confusos com tantas coisas para administrar, quem são os vilões, em muitos casos, somos nós!

Mas espera aí, é fácil assim? Não, não é nada fácil, especialmente nos dias em que estamos super atarefadas ou sem paciência alguma, mas isso é só mais um aspecto que faz parte dessa nossa jornada materna, certo?!

Dicas da mamãe arteiRa

Cada bebê age de forma diferente a estímulos iguais, inclusive, aqui em casa, não é sempre a mesma tática que ameniza a situação. Mas vamos lá:

* Não grite e não bata;
* Agarre a paciência e nunca mais solte dela;
* No momento da crise, abrace seu filho. Isso resolve muito aqui em casa;
* Agache na altura dos olhos dele (a) e converse com ele (a) depois da crise ter passado;
* Demonstre empatia e sensibilidade;
* Dê um tempo p/ ele (a), mas esteja sempre por perto, nada de ignorar;
* Autoritarismo nessa hora, só piora a situação;
* Não faça chantagem;
* Incentive o diálogo, sempre;
* Nomeie os sentimentos;
* Dê explicações claras e curtas;
* Lembra-se: o adulto da história é você.

Antes de mais nada, minhas mamães, vamos parar um pouco e analisar alguns aspectos: Como está a minha vida? Estou muito cansada e preciso de uma pausa? Há quem possa me ajudar, mesmo que seja para conversar? Com relação a fase dos 2 anos, como estou administrando esse momento? De forma tranquila como a fase pede? Ou estou supervalorizando ela?

Queridas arteiRas, quando estamos bem, tudo ao nosso redor tende a ficar mais leve e, estar bem, não necessariamente significa que você precisa estar 100% em todos os aspectos da sua vida, mas as vezes, precisamos apertar o botão “reset”, como o marido diz, e praticar os três R´s: refletir, reorganizar e recomeçar!

Seu filho é único, seu, exclusivo. Ninguém melhor que você para saber o que ele precisa, se está cansado, com fome, sono ou se não está conseguindo lidar com seus sentimentos naquele momento de tensão. Não há receita pronta, há diálogo, afeto, respeito e muito amor.

Dê colo, abrace e converse.